CPI da Previdência: uma bandeira de Luta dos Aposentados.

Durante a Marcha dos Aposentados deste ano foi dito que, caso não fosse retirado a PEC 287 que trata da reforma previdenciária, os aposentados exigiriam uma CPI para provar que não existe rombo na previdência, e sim desvios, má gestão e falta de transparência nestes recursos. 

            E através da força, luta e união, a categoria, intermediada pelo Senador Paulo Paim, instaurou a CPI da Previdência, cujos resultados preliminares vem corroborar com as hipóteses acima mencionadas.

            Fatos que justificam que, ao invés do rombo previdenciário (tão defendido pelo governo para justificar a reforma) o que há é má gestão, falta de transparência entre outras situações que a população sequer tem acesso.

            A exemplo disso, de acordo com procuradores da Fazenda Nacional, parte dos valores que não são pagos ao INSS, são revertidos em doações eleitorais. Um outro exemplo: o alto índice de refinanciamento de dívidas previdenciárias e, conforme disse o Senador Paulo Paim nesta quinta (21) ainda há o fato de que os maiores devedores do sistema previdenciário até reconhecem suas dívidas, porém em razão de pendências judiciais, negam o fator de terem intenção de quitá-las junto à Previdência Social.

            Em sua fala, o Senador Paulo Paim, acrescenta que a previdência brasileira tem grande possibilidade de ser um modelo para outros países desde que os grandes devedores honrem suas obrigações junto à Previdência.

            Se de um lado empresários honestos conscientes de suas obrigações junto à Previdência agem conforme a legalidade, por outro há uma imensidão de empresários que além de não estar em dia suas obrigações, se apoiam em anistias, Refis e outras benesses promovidas pelo governo para continuar não pagando seus débitos junto à Previdência Social.

            Nesse sentido, se o governo parar de “mimar” os grandes devedores com tais benesses, a tendência, segundo o Senador, é de que haja de imediato um aumento na arrecadação de mais de R$ 100 bilhões no caixa da Previdência, deixando claro que o rombo não existe, mas sim a má gestão aliada a demais ações que beneficiam os devedores, ao invés do beneficiários da previdência, ou seja os aposentados.

 

Mas, a luta não se aposenta e a categoria está mais forte e unida do que nunca contra a corrupção e o mau uso dos recursos públicos brasileiros.