Governo não sustenta discurso de déficit nos seis primeiros meses da CPI da Previdência

Passados seis meses da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as contas da Previdência, o governo não convenceu os senadores do colegiado sobre a urgência de mudar as regras de aposentadorias e pensões. Após 21 reuniões, o presidente da CPI, senador Paulo Paim (PT-RS),  afirmou que os estudos apresentados sobre crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), expectativa de vida e dados demográficos, são “frágeis” e “inconsistentes”.

                Além de rebater o discurso de crescimento do déficit nas contas do Intituto Nacional do Seguro Social (INSS), que “não são elaboradas a partir do postulado legal e constitucional sobre o tema”, o senador atacou a incoerência do governo em aprovar medidas em sentido contrário à contenção de despesas, como a reforma trabalhista, a tramitação do Programa de Recuperação Fiscal, além da má gestão na fiscalização de fraudes em benefícios previdenciários e cobranças das dívidas.

                Instalada em abril, a CPI só deve terminar de avaliar as contas da Previdência em oito de setembro, quando será divulgado o parecer final. As conclusões foram tomadas após os sete senadores de o colegiado analisar 277 requerimentos e 172 documentos. A CNAPI (Central Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos) e a COBAP (Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas), são as principais motivadoras da instalação da CPI, participa ativamente de todas as reuniões da Comissão. 

 

Fonte:Cobap