Vice-Presidente da CNAPS põe lenha na fogueira em artigo falando sobre a REFORMA DA PREVIDÊNCIA

*por Warley Martins Gonçalles (autor do artigo)

Chegou a hora de separar os bons dos ruins. Está se aproximando o momento da possível votação da reforma da previdência.

O presidente Michel Temer disse que a votação ocorreria em 19 de fevereiro. MENTIRA!

Seus próprios aliados o contradizem a todo momento. Hoje, em visita aos Estados Unidos, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que nem por um milagre a PEC 287 será votada na próxima semana. Foi além, afirmou que que, se a reforma não sair em fevereiro, tem grande chance de ser engavetada, pois as eleições se aproximam e os parlamentares não querem desagradar o eleitorado.

Fábio Ramalho, vice da Câmara e correligionário de Temer, estima que o governo teria somente 220 votos em favor da reforma (308 é o necessário). Ou seja, se o aliado falou em 220 votos, com certeza exagerou, portanto, a rejeição ao projeto é ainda maior.

Temer está tentando “convencer” os deputados e gastando horrores com propagandas enganosas. Depois de tentar comprar o apoio dos evangélicos, logo estará fazendo macumba ou promessa para tudo que é santo.  

Tudo isso em vão. Até a Igreja Católica, através da CNBB, já afirmou publicamente que essa reforma previdenciária é ruim e prejudicial.

Mais de 90% da população é contra. O deputado que trair a vontade do povo será “crucificado” nas urnas em outubro de 2018. Nunca mais irá se eleger, mesmo se gastar os milhões prometidos por Temer.

Eu poderia escrever milhares de páginas sobre esse assunto, porém, prefiro ser prático e objetivo. Apesar do governo ser impopular, não podemos subestimar. É necessário que cada cidadão faça a sua parte, pressionando os deputados federais do seu estado a não votar em favor da reforma.

Vamos usar a Internet, o Facebook, Twitter, WhatsApp, Instagram, enfim, todas as redes sociais para conscientizar os políticos a não fazer besteira.

A COBAP e a CNAPS (Central Nacional  de Entidades representativas dos Beneficiários da Seguridade Social)  foram pioneiras na luta contra a PEC 287, juntamente com nossas federações e associações, não irá dar trégua em Brasília. Vamos outra vez de gabinete em gabinete, dialogar com os 513 parlamentares e, se necessário com os 81 senadores.

Falta pouco para obtermos essa vitória, não podemos vacilar na reta final e nem baixar a guarda. É o momento do tudo ou nada. Pra cima deles!