Warley critica maquiagem do governo ao liberar pensão integral para viúvas de policiais

Nesta quarta-feira em Brasília, o relator da reforma da previdência, o deputado baiano Arthur Oliveira Maia (PPS), anunciou nova alteração no texto, prevendo pensão integral para os cônjuges de policiais  federais, rodoviários, civis e legislativos mortos em serviço. 

Caso a PEC 287 seja aprovada (o que é muito improvável), a integralidade da pensão levará em conta a data de entrada do policial no serviço público. Isso porque os servidores que entraram após 2003 não têm integralidade na aposentadoria. Os policiais militares não estão incluídos porque são regidos por outras regras.

"Tudo isso é maquiagem. O governo está desesperado e está sendo pressionado pelos banqueiros internacionais. Eles não têm votos suficientes para aprovar essa maldita reforma", alertou Warley Martins, presidente da COBAP e vice-presidente da CNAPS. 

Segundo Warley, as mudanças anunciadas hoje visam agradar e angariar votos da "Bancada da Bala", que é composta por 21 deputados favoráveis à indústria de armas.  

Os líderes da oposição afirmam que a reforma vai cortar 40% do valor das novas pensões e 40% dos novos benefícios de quem se aposentar com apenas 15 anos de contribuição. O trabalhador só terá 100% da média de contribuições caso tenha 40 anos de pagamentos comprovados. Além disso, o acúmulo de aposentadoria com pensão só será permitido até o máximo de dois salários mínimos, ou R$ 1.908,00.

 

Com informações da Cobap