Estado do bem-estar social para todos

Na atual eleição presidencial está também em jogo o futuro do Estado brasileiro. Qual é o Estado que queremos? O Brasil já experimentou as duas principais formas de Estado: O Estado mínimo, aquele que prioriza o mercado e o setor privado, e o Estado interventor, aquele que busca dirigir os rumos da economia de maneira mais forte.

Entretanto, é possível desenvolver outra forma de Estado: o Estado do Bem-Estar social, aquele que regula o mercado visando a planificação da economia e aquele que prioriza as políticas sociais públicas. 

Um dos principais resultados positivos dessa forma de Estado do Bem-estar social é o crescimento do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que mede o nível social da população de um país, como por exemplo, a saúde, a educação e a segurança. Esses são os três pilares desse Estado.

A defesa da Previdência Social como política pública e patrimônio inalienável do trabalhador faz parte também do Estado do bem-estar social.

A crise fiscal do Brasil é uma crise do mau uso do dinheiro público. A previsão de déficit em 2018 está estimada em R$ 139 bilhões. E pode ser ainda pior. Por isso, a qualidade do gasto público é fundamental no processo de desenvolvimento dos indicadores sociais e da melhoria dos serviços públicos. O melhor atendimento da população depende de como é administrado o dinheiro público, ou seja, de como as receitas e as despesas do governo são geridas.

Chega de Estado mínimo, chega de estado gigante, chega de privatizações e chega de vender a qualquer preço o nosso patrimônio público. Em defesa do Estado do bem-estar social para todos. A análise é do Assessor Econômico da COBAP - Maurício Oliveira.