Perspectivas econômicas são pessimistas

O economista Maurício Oliveira faz uma análise das perspectivas econômicas e para ele, 

 são pessimistas

 

Diante das incertezas eleitorais, as perspectivas econômicas não são nada animadoras. Nas últimas pesquisas do Instituto Brasileiro da Geografia e Estatística (IBGE) todos os setores da economia tiveram desempenho negativo. A produção industrial caiu -0,2%, o varejo caiu -0,5% e o setor de serviços caiu 2,2%. Tudo isso indica que não haverá retomada do crescimento econômico de forma sustentável neste ano.

 

A projeção do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) cai a cada mês. Estima-se uma variação positiva de, no máximo, 1,3% para 2018, com possibilidade de piora se o resultado eleitoral indicar aos mercados que não haverá as reformas necessárias, como a fiscal e tributária.

 

Há alguns indicadores que reforçam que a economia não vai melhorar. O consumo está fraco, as famílias estão endividadas, o desemprego está elevado, falta investimentos no setor produtivo, pioraram as condições de crédito e há muita incerteza na corrida eleitoral para Presidente da República.

 

Nada vai mudar para melhor enquanto não encerrar o pleito eleitoral. O país vive essa expectativa. Nesse quadro de total incerteza o dólar continuará sendo a única rota de fuga dos investidores e o meio mais fácil de indivíduos e empresas terem ganhos imediatos.

 

Portanto, a conjuntura econômica, social e política do país é negativa. Vive-se num impasse eleitoral. Somente depois das eleições pode-se ter uma ideia de como se comportará os agentes econômicos. O país aguarda o resultado eleitoral.