Continuar a luta em defesa da Previdência Social pública

As eleições presidenciais se encerraram e o medo da aprovação da reforma da Previdência volta à tona. É preciso continuar a luta em defesa da Previdência Social pública e em defesa do sistema de Seguridade Social conforme estabelece a Constituição de 1988. Um sistema que traz universalidade no atendimento e fontes próprias de custeio.

 

A Previdência Social pública faz parte do sistema de Seguridade Social e recebe recursos para garantir a sua sustentabilidade. Ao contrário do que alardeia o Governo Federal, a Previdência não tem déficit e cumpre muito bem com suas obrigações de pagamento das aposentadorias e pensões. O problema é que o Governo Federal interfere no funcionamento da Previdência e da Seguridade Social e desvia recursos para outras finalidades.

 

Desde que foi criada em 1921, a Previdência Social enfrentou um batalhão de reformas e intromissões em suas regras e, principalmente, em suas receitas. A montanha de dinheiro que foi desviado do caixa da Previdência por inúmeros governos é incontável. Bilhões e bilhões foram utilizados para outras finalidades. E existe também bilhões e bilhões de reais a receber dos devedores.

 

A receita previdenciária no Brasil soma atualmente mais de R$ 400 bilhões. Essa receita é superior a muitos países do mundo e comparável a países com um grau de desenvolvimento econômico muito elevado, o que não é o nosso caso. O índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que mede qualidade de vida, educação, saúde, segurança, etc., também é alto nesses países. Já no Brasil, o IDH é um dos piores do mundo, embora o nosso sistema de arrecadação de contribuições do INSS – Instituto Nacional do Seguro Social seja um exemplo para o mundo e a receita é a segunda maior do Brasil.

 

A Previdência é o único sistema que possui liquidez diária, dinheiro em caixa com contribuições que são recolhidas diariamente com diversos tipos de benefícios.

A COBAP e a CNAPS defendem a devolução do dinheiro da Previdência e conclama a população brasileira, que é a verdadeira pagadora da conta pública, a ir para as ruas diante do temor quanto ao futuro da Previdência Social.

 

Assessoria econômica